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9 respostas “Comentários”

  • Fernando disse:

    Parabéns pelo ótimo trabalho…

  • Cléo Barreto

    Matrizes do mundo

    Uma das obrigações do artista plástico digno desse nome é visualizar o mundo sempre de uma nova maneira, compartilhando as suas inquietações com a sociedade. Nesse sentido, a proposta de Cléo Barreto de receber fotos de vestígios deixados no cimento ainda fresco lança um olhar diferenciado ao cotidiano.
    O registro de pegadas de rastros humanos, animais ou veículos comporta em si mesmo a preocupação do entendimento de como a passagem de todos esses seres é efêmera e como calçadas em construção ou reparo acabam, por algum tempo, eternizando essas mortalidades.
    Se a poética da imagem já é um fator relevante, a questão da duração desse indício no tempo ganha um sentido ainda mais complexo, porque cada imagem é uma resistência ao desaparecimento, mas a impressão sobre a calçada fotografada será alterada ou eliminada pelo tempo ou bruscamente a qualquer momento.
    As matrizes registradas por Cléo Barreto na página http://www.matrizesdomundo.com são as epifanias de um mirar atento sobre o rotineiro. Em lugar de caminhar à toa, ela contempla o que passa despercebido e estimula a fazer o mesmo, descobrindo forma, composição e poesia principalmente por colocar um outro tempo à correria paulistana.

    Oscar D’Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil).

  • Aila disse:

    Oi Tia !!!
    Seus trabalhos artisticos sao encatadores.
    Te admiro muito .

    Bjos , Aila .

  • Adriana disse:

    Oi Cléo, demorei, mas passei por aqui! E ao passar, tive a felicidade de ver a profundidade e beleza do seu trabalho, ou melhor: sua grande obra!

    Parabéns por toda essa beleza, e pela pessoa maravilhosa que você è!

    Abraços,

    Dri

  • Olá Cleo!!!

    Realmente, o texto de Oscar é precioso, justamente

    porque soube, em poucas palavras, recuperar o frescor

    de seus trabalhos, sempre em busca da verdade e poesia

    que cada imagem possui, sempre em busca da vitalidade

    inquestionável da proposta. Olha não apenas com os olhos,

    mas também com a sabedoria do coração… Ouve, com plena

    perspicácia, a melodia deliciosa de tua arte…

    Parabéns pela tua obra! E diga por mim os parabéns pelo texto!

    Grande abraço,

    Fábio.

  • “PERCURSO DO OLHAR”
    (p/ Cléo Barreto)

    Com o meu olhar poético e arguto
    (Ou artístico no entender de alguns)
    Interpreto o ir e vir, tão incomuns,
    Das pisadas no cimento absoluto:

    De uma ou outra calçada em construção.
    E, também, em processo de reparo.
    De tudo, fotografo e deixo claro,
    Para fixar minha observação.

    Essa relação, corpo e espaço, enfim,
    Dá a extensão das linhas invisíveis
    E permanentes, que ficam visíveis
    Pelo meu registro/ação, em nanquim,

    No papel ou na chapa de metal.
    E são rastros, isolados ou não,
    Que tocam bem lá no meu coração,
    Daí vindo o resultado final:

    Que nada mais é do que observação,
    O puro sentir de uma alma sensível
    Que não se conforma com o risível,
    Eis que fala bem mais alto a emoção!

    FRANCES DE AZEVEDO
    LIVRO: O Quinto UNI…VERSO

    Formada em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas/SP, paulistana, poeta, declamadora, contista, escritora.

    É membro: MPN - Movimento Poético Nacional (Secretária);
    Associação dos Poetas Portugueses (Lisboa/Portugal)
    ACL - Academia Cristã de Letras (Secretária); ALL - Academia Linense de Letras; ONE - Ordem Nacional dos Escritores; Conselho Cívico e Cultural da ACSP/Sudeste (Conselheira); MMDC - Sociedade Veteranos de 32; Comissão de Resgate da Memória da OAB/SP; Comissão da Mulher Advogada da OAB/SP.

  • CALÇADA.

    O ser humano criado pela “Divina Providência” tem o poder de pisar em qualquer espaço de uma calçada, seja ela cimentada, ladrilhada, enfim, com qualquer tipo de piso. Ali, ele, nas suas passadas, deixa um rastro visível ou invisível, mesmo porque, neste mundo físico e espiritual nada se perde, e então, cada um deixa a sua marca, conforme o momento que a pessoa atravessa na sua vida psíquica. Se a sua mente está tranquila, a passada é lenta e suave, porém ,havendo qualquer problema no seu encastelamento mental, a pisada é forte e potente.

    Evidentemente que para o nosso mundo físico o nosso olhar só irá distinguir a fixação dos pés quando a calçada está sendo cimentada. Porém, o indivíduo a pisa nas calçadas fixas; a pisada será fixada espiritualmente, e ao imaginarmos que milhares ou milhões de pés pisaram nessas calçadas, ali fixando-se o calor dos seus corpos, tudo será como uma contagem infinita de pisadas, e até podemos ter certeza que como as impressões digitais dos dedos ficam fixadas em qualquer lugar, as pisadas dos pés certamente ficarão também fixadas indelevelmente nas mais variadas calçadas existentes em todos os lugares deste nosso mundo.

    E a nossa querida e magistral poetisa das artes plásticas “Cléo Barreto”, foi iluminada por um raio divino e está inusitadamente deixando a sua marca também indelével na nossa calçada da vida, criando serenamente com a sua forma peculiar de apresentar o seu desiderato sobre esse tema maravilhoso, ao qual ela deu uma dimensão fenomenal ao assunto, mostrando a nós, seres humanos, que a “Calçada” é um lugar que nós podemos vislumbrar algo de maior equação universal ao movimento do andar dos seres humanos, que naturalmente firmam os seus pés nas andanças obrigatórias, que lhes permitem movimentar-se pelas esquinas do mundo e em suas calçadas.

    Parabéns a essa digna maestrina das artes plásticas, que com seu valor individual está trazendo para os artistas plásticos uma novidade sensacional, que até podemos citar e dar a ela um titulo de “POETISA OU POETA DAS ARTES PLÁSTICAS”.

    Adriano Augusto da Costa Filho

    Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa , escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusiada e para revista Almocreve.

  • Cléo Barreto¹ e as “Matrizes do mundo”

    O verbo gravar, segundo COSTELLA (2006), tem sua origem no verbo grego grafó, “primeira pessoa do singular do presente do indicativo de entalhar, insculpir, burilar, e significa também pintar e escrever”² ; portanto gravar é fruto de uma ação física direta sobre quaisquer materiais, seja com intuito ou não de reproduzir múltiplos de registro deste ato. Neste sentido a informação pode findar-se em si mesma ou prorrogar-se infinitamente através de vários meios de reprodução do registro.
    As manifestações contemporâneas dentro do campo expandido da gravura e do desenho, tem se utilizado dos suportes tradicionais (papel e instrumentos gráficos), mas vão alem ao aproximarem-se de outras linguagens tais como a performance, vídeo, escultura e fotografia, estabelecendo diálogos e, por conseqüente, contaminações antes impensáveis tanto para ações de gravar e desenhar, o que exige novos modos de pensar e configurar o pensamento gráfico.
    No processo de produzir desenhos e gravuras, dois momentos se interpenetram e coexistem: o movimento (ação) e marca (registro). Em hipótese, cada ação contempla uma entre múltiplas e complexas relações intercambiantes de fatores do movimento o que poderia estabelecer uma relação tendenciosa de causa e efeito entre ação e marca, não fosse pelo fato importantíssimo e que, por si só, cria uma outra e ainda mais complexa rede de relações entre ambos, que diz respeito ao suporte, arena onde tais ações e marcas irão configurar projetos poéticos.
    Para a artista Cléo Barreto, a imagem gravada como fruto de uma ação-registro, emerge de incansáveis experimentações plástico-poéticas no campo do desenho e da gravura, justamente quando ela amplia o seu campo de ação artística, para além das bordas do papel e desenvolve o projeto iniciado em 2009, intitulado “Matrizes do Mundo”, enquanto apreensão e reprodução de marcas em suas etapas: na primeira, a artista desenvolve intensa pesquisa poética na captação fotográfica e moldagem em Ki-látex de marcas impressas pela ação de pessoas, animais e veículos deixados nas calçadas e outras superfícies; na segunda apresenta construção coletiva de uma cartografia poética na Web, que conta com a participação de internautas na realização de um banco de imagens de marcas e superfícies realizadas e cedidas pelos mesmos, posteriormente organizadas no site http://www.matrizesdomundo.com, deste modo, é possível perceber nas escolhas e configurações criadas pela artista, uma profunda pesquisa acerca das questões da linguagem gravada que tencionam definições apressadas o que desafia o leitor da obra a olhar com surpresa o chão onde pisa.

    Katia Salvany³

    ¹ Cléo Barreto é Bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo, foi artista residente no projeto “Atelier Amarelo” 2006, promovido pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.
    ² COSTELLA, Antonio F. Introdução à gravura e à sua historia. Campos do Jordão, SP: Ed. Mantiqueira, 2006, p.17.
    ³ Katia Salvany Felinto Álvares é professora de desenho e litografia no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo desde 2004. Mestre em Artes (ECA/USP) tendo defendido a dissertação intitulada “Rudolf Laban nas Artes Visuais na ECA/USP e membro do Grupo de Pesquisa Poética da Multiplicidade: produção de imagens com processos criativos em vídeo digital, HTTP://poeticadamultiplicidade.wordpress.com

  • CREUSA BARRETO A CLÉO BARRETO.
    PARABÉNS PELA SUA MAGISTRAL OBRA, É DIFICIL A OUTRA PESSOA SE IGUALAR À SUA ARTE, VOCÊ APROXIMOU-SE DA DIVINA PROVIDÊNCIA,VOCÊ É UMA ARTISTA COMPLETA, DEUS A FEZ ASSIM E VOCÊ LEVA ALÉM DESSES DESENHOS QUE EXTRAI DO CHÃO, ONDE PESSOAS QUE JAMAIS POR ALI VOLTARÃO, MAS, QUE SEUS PÉS FICARÃO ETERNAMENTE GRAVADOS PELA MAIS COMPLETA ARTISTA VISUAL DAS MATRIZES DO MUNDO. APÓS UM ANO DO OUTRO ARTIGO MEU JÁ PUBLICADO REINTERO A BELEZA DE SUA ARTE MÁGICA.
    PARABÉNS SENHORITA ARTISTA DA MAIS DIFICIL OBRA LIGADA À NATUREZA.
    UM GRANDE E SAUDOSO ABRAÇO, DO SEU MELHOR AMIGO AMIGO ADRIANINHO.
    ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO.

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